AIKIDO CURITIBA - AIKIDO EM CURITIBA - ACADEMIA DE AIKIDO EM CURITIBA - DOJO DE AIKIDO EM CURITIBA

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LIVROS DE AIKIDO/TRADUÇAO SENSEI WAGNER BULL

  • http://www.aikikai.org.br/site.php?pagina=vitrine.php?tipo_produto=1
  • Nome: A ARTE DO AIKIDO
  • Nome: A Filosofia do Aikido
  • Nome: A ILUMINAÇAO ATRAVÉS DO AIKIDO
  • Nome: Aikido - O Caminho Da Sabedoria
  • Nome: AIKIDO - O DESAFIO DO CONFLITO
  • Nome: Aikido Total
  • Nome: Aikido, o Caminho da Sabedoria
  • Nome: AIKIDO-TAKEMUSSU AIKI
  • Nome: AS RAIZES SECRETAS DO AIKIDO
  • Nome: BUDO
  • Nome: Curso Básico de Aikido
  • Nome: CURSO PARA MESTRES DE AIKIDO
  • Nome: GUIA PRÁTICO DE DEFESA PESSOAL AIKIDO
  • Nome: LIVRO SOBRE KI
  • Nome: Manual Técnico de Aikido
  • Nome: NYUMON - O Portal das Artes Marciais
  • Nome: O Espírito do Aikidô
  • Nome: O MELHOR DO AIKIDO
  • Nome: OS 3 MESTRES DO BUDO

www.aikidocwb.com.br

ACADEMIA DE AIKIDO EM CURITIBA

AIKIDO



O AIKIDÔ é uma arte marcial originária do Japão, criada pelo mestre Morihei Ueshiba (1883-1969), que concentrou nela toda a essência do conjunto de artes marciais japonesas (Budô).Buscando coordenar à perfeição as atividades conjuntas do corpo e da mente, em profunda unidade com as leis naturais, o AIKIDÔ propicia ao seu praticante, através do treinamento persistente, o domínio das técnicas de concentração e relaxamento, possibilitando: o combate ao "Stress", a defesa pessoal, a manutenção da saúde e a longevidade. Seu Fundador afirmava: Ö importante não é lutar contra um inimigo e derrotá-lo, é mais do que isso, derrotar os inimigos internos, a insegurança, o receio. É descobrir a maneira de conciliar as diferenças que existem no mundo e fazer dos seres humanos uma grande família. É compreender as leis do universo, tornar-nos unos com ele. Esse entendimento se dará pelo treinamento persistente".

Os movimentos do AIKIDÔ, sem exceção, seguem as leis da natureza. São cheios de vigor e energia, mas aplicado sempre o princípio da não-resistência, da abstenção e força bruta. Consequentemente pessoas de ambos os sexos e de todas as idades podem praticá-lo, sentindo-se atraídas com a real possibilidade de treinar a mente e o corpo, forjando inclusive um caráter equilibrado, temperando-se para todos os momentos da vida

Shihan Wagner Bull
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quarta-feira, 23 de março de 2011

II ENCONTRO TECNICO AIKIDOJO CURITIBA - BRAZIL AIKIKAI


* DATA: 18 (MANHA E TARDE) E 19 (MANHA) DE JUNHO DE 2011 *

Instrutor: Shidoin Alexandre Sallum Bull (4º DAN AIKIKAI)
Evento: Encontro Técnico
Email: aikidocwb@uol.com.br
Website/URL:
www.aikidocwb.com.br
Local: AIKIDOJO CURITIBA - BRAZIL AIKIKAI
Endereço: Rua Moyses Marcondes, nº 420, 2º andar, Curitiba/PR
Telefone: +55 41 9177-6167


Encontro Tecnico de Aikido com o Shidoin Alexandre Sallum Bull - 4º DAN AIKIKAI e com participação especial do Nidan Edgar Sallum Bull, nesse evento teremos exames de kyu.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

O que é um HAKAMA e quem o usa ?

O hakama é uma calça semelhante a uma saia usada por alguns aikidoistas. É uma peça tradicional do vestuário samurai. O gi normal usado no aikido, assim como em outras artes marciais tais como o judo e o karate, eram originalmente roupas de baixo. Seu uso é parte da tradição de muitas escolas de aikido.

O hakama era originalmente usado para proteger as pernas dos cavaleiros de escoriações, etc. - assim como as proteções de couro usadas pelos cowboys. Como era muito difícil conseguir couro no Japão, usava-se um tecido grosseiro como substituto. Depois que os samurais deixaram o uso dos cavalos e se tornaram soldados que se locomoviam a pé, eles continuaram a usar aquela proteção porque os distinguia e identificava facilmente.

Existem diferentes estilos de hakama. O tipo usado usado hoje em dia pelos artistas marciais - com "pernas" - é chamado um joba hakama (aproximadamente como um traje de equitação).

Há um hakama semelhante a uma saia tubo, sem pernas, e um terceiro que é uma versão mais comprida do segundo. Era usado em visitas ao Shogun ou ao Imperador e tinha de 3,5 a 4,5 metros de comprimento sendo dobrado repetidas vezes e colocado entre os pés e as costas do visitante. Isso exigia que andasse em shikko para sua audiência e tornava extremamente improvável que eles pudessem esconder uma arma ou levantar rapidamente para executar um ataque.

As sete pregas do hakama (5 na frente e 2 atrás) têm o seguinte significado simbólico :

1.Yuki = coragem, valor, bravura
2.Jin = humanidade, caridade, benevolência
3. Gi = justiça, retidão, integridade
4. Rei = etiqueta, cortesia, civilidade
5. Makoto = sinceridade, honestidade, realidade
6. Chugi = lealdade, fidelidade, devoção
7. Meyo = honra, reputação, glória ou reputação, dignidade, prestígio.

Em muitas escolas somente os faixas pretas usam hakama enquanto que em outras todos os praticantes usam. Em alguns lugares as mulheres já podem começar sua pratica usando o hakama, mais cedo que os homens, sendo o pudor feminino a explicação geralmente dada para esta situação - lembremos que um gi era originalmente uma roupa de baixo...

O'Sensei era bastante enfático que TODOS usassem o hakama, mas ele vinha de um tempo e cultura não muito distantes do uso do hakama como um traje formal.

"A maioria dos estudantes era muito pobre para comprar um hakama, mas eram obrigados a usa-lo . Se eles não pudessem obtê-lo de um parente mais velho, poderiam pegar o tecido de cobertura de um futon velho, cortá-lo, tingi-lo e dá-lo a uma costureira para que fizesse um hakama .

Porém, como eram obrigados a usar tintura barata, após algum tempo o padrão colorido original do futon começava a aparecer e fiapos começavam a soltar do tecido do hakama."

Saito Sensei, sobre o uso do hakama antigamente, no dojo de O'Sensei.




"No Japão do pós-guerra muitas coisas eram difíceis de conseguir, incluindo tecidos. Devido a esta escassez, nós treinávamos sem hakama.

Nós tentamos fabricar hakamas das cortinas usadas nos blackouts nos ataques aéreos, mas devido a sua longa exposição ao sol ao longo dos anos, as áreas dos joelhos se transformavam em pó assim que começávamos a praticar swari waza. Nós estávamos constantemente remendando aqueles hakamas.

Foi naquelas condições que alguém veio com uma sugestão : "Por que não dizemos que é incorreto o uso do hakama até que você se torne shodan ?". Essa idéia foi levada adiante como uma regra temporária para evitar despesas. A idéia de aceitar a sugestão nada teve a haver com tornar o hakama um símbolo de graduação em dan."

Shigenobu Okumura Sensei, "Aikido Today Magazine", # 41.

"Quando fui uchi deshi de O'Sensei, todos eram obrigados a usar hakama no treinamento, desde o primeiro momento em que pisavam no tatame. Não havia restrições quanto ao tipo de hakama que você poderia usar e então o dojo era um lugar muito colorido. Via-se hakamas de todos os tipos, todas as cores e todas as qualidades, desde o hakama do kendo, passando pelo listrado da dança japonesa até o luxuoso hakama de seda chamado sendai-hira. Eu imagino que alguns praticantes passavam o diabo por tomarem emprestado o caro hakama de seu avô, confeccionado para ser usado somente em ocasiões especiais e cerimônias, e usa-lo ajoelhado, na pratica de swari waza.

Eu me lembro claramente do dia em que esqueci meu hakama . Eu estava entrando no tatame para o treinamento usando somente meu dogui , quando O'Sensei me deteve : "Onde esta seu hakama ?", ele me perguntou severamente. "O que o faz pensar que você pode receber as instruções de seu professor usando somente suas roupas de baixo ? Você não tem nenhum senso de conveniência ? Você esta obviamente precisando da atitude e da etiqueta necessárias a alguém que tem por objetivo o treinamento do budo. Vá se sentar fora do tatame e assista a aula !"

Essa foi somente a primeira de várias repreensões que recebi de O'Sensei. Porém, minha ignorância na ocasião o induziu a instruir seus uchi deshi depois da aula sobre o uso do hakama . Ele nos disse que o hakama era um traje tradicional dos estudantes de kobudo e perguntou se algum de nós conhecia o significado das sete pregas do hakama.

"Elas simbolizam as 7 virtudes do budo", disse O'Sensei ."Elas são jin (benevolência), gi (honra ou justiça), rei (cortesia e etiqueta), chi (sabedoria, inteligência), shin (sinceridade), chu (lealdade) e koh (piedade). Nós encontraremos essas qualidades nos distintos samurais do passado. O hakama nos leva a refletir sobre a natureza do verdadeiro bushido .

Usa-lo simboliza tradições que nos foram transmitidas através de gerações. O aikido se origina do espírito do bushido do Japão e em sua prática nós devemos nos esforçar em aprimorar as sete virtudes tradicionais."

Atualmente muitos dojos de aikido não seguem as orientações existentes sobre o uso do hakama. Seu uso tem perdido o significado como um símbolo tradicional de virtude para ser considerado como símbolo do status de yudansha. Eu tenho viajado a vários dojos em vários países e em muitos desses lugares onde somente o yudansha usa hakama , o yudansha tem perdido sua humildade.

Eles encaram o hakama como um prêmio a ser exibido, como um símbolo visível de sua superioridade. Este tipo de atitude torna a cerimônia de reverência a O'Sensei , com a qual começamos e terminamos cada aula, uma afronta a sua memória e a sua arte.

Pior ainda, em alguns dojos mulheres menos graduadas (e somente as mulheres) são obrigadas a usar hakama, supostamente para preservar seu pudor. Para mim isto é ofensivo e discriminatório para a mulher aikidoista. Isto também é ofensivo ao aikidoista homem, que por isso assume uma atitude de pouco caso que não tem lugar no tatame do aikido.

Ver o hakama ser usado desta maneira mesquinha me entristece. Isto pode parecer uma questão trivial para alguns mas eu lembro bem a enorme importância que O'Sensei dava ao uso do hakama. Eu não posso negar o significado deste traje e ninguém, eu acho, pode discutir o enorme valor das virtudes que simboliza.

Em meu dojo e escolas associadas eu estimulo todos os estudantes a usar hakama independente de seu ranking ou grau (eu não exijo o uso do hakama antes que eles atinjam sua primeira graduação, uma vez que os iniciantes nos EUA geralmente não têm avós japoneses cujo hakama possa ser emprestado). Eu sinto que o uso do hakama e o conhecimento do seu significado ajuda os estudantes a se conscientizar do espírito de O'Sensei e a manter viva sua orientação.

Se nós permitirmos que a importância do hakama desapareça, talvez nós comecemos a admitir que coisas fundamentais para o espírito do aikido também caiam no esquecimento. Se, por outro lado, nós formos fiéis aos desejos de O'Sensei respeitando nosso traje de prática, nossos espíritos estarão sendo fiéis ao sonho ao qual ele dedicou sua vida."

Mitsugi Saotome Sensei, "Os Princípios do Aikido".

FONTE: www.aikikai.org.br

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O Segredo das Tecnicas de Aikido.

Escrito por Sensei Wagner Bull

Sabendo unificar-se com os adversários pode-se adquirir enorme poder Quando se pensa em Judo, ou Aikido, imagina-se imediatamente alguem derrubando outra pessoa sem fazer força.

Como é possivel uma pessoa mais fraca conseguir derrubar uma outra mais forte?
O segredo foi contado em um antigo tratado de Arte Marcial chamado "Ryuko-no-Maki"que diz: "Se o inimigo vem contra mim eu o recebo, se ele se afasta eu o deixo ir.

Frente a frente com seu opositor nós entramos em harmonia com ele. Cinco mais cinco são dez, dois mais oito são dez, e um mais nove são dez. Isto tudo mostra a essência da harmonia".
Explicando melhor este principio "WA", que norteou todas as artes marciais de desiquilibrio do Japão, expressado em termos modernos ser diria que é o principio da "Suavidade".

O Judo tradicional, que ensinava a não usar força, como o Aikido atualmente, pode ser definido como o "Caminho Suave".

O antigo Jujustsu originou-se como um método de defesa entre os homens mais evoluiu como uma arte refinada visando desenvolver nos praticantes uma atitude de formação moral e de doutrina de vida. Esta foi a proposta do grande educador japones Jigoro Kano, o fundador do Judo e não simplesmente ganhar medalhas de ouro.

O principio da "suavidade"ensina que os praticantes não devem ir contra a força do oponente, mas sim junto com ela, mantendo uma postura firme, sem perder seu equilibrio fisico, psicológico, moral, e mental. Se alguem nos ataca com uma força equivalente a 50 kg e se nos juntamos a ela na mesma direção com mais os nossos 50 Kg teremos uma força de 100 kg, a nossa disposição para usarmos como queremos se desenvolvermos a capacidade de conduzí-la. Se através do treinamento persistente , disciplinado com um bom professor aprendermos a manter nosso equilibrio quando juntamos as forças, podemos dirigir e conduzir nosso adversário para onde desejamos aproveitando a nosso favor sua propria força, ESTE É O GRANDE SEGREDO DO JUDO E DO AIKIDO.

Existe no entanto outro aspecto importante, que é o momento em que fazemos a junção com nosso oponente. Basicamente existem tres momentos possíveis para entrar-se no adversário,, o primeiro quando o oponente inicia sua técnica, o segundo quando ele termina, e o terceiro quando o defensor inicia uma técnica e é bloqueado. Com o treinamento adequado pode-se aprender a presintir o momento correto de entrar e sempre em sintonia com o agressor fazendo o que no Aikido se chama de "KOKYU", o "timing correto".

Sem conhecer kokyu, não há como entender o principio da não resistencia na pratica, e o aikidoista ou judoca não conseguirá aplicar sua técnica com eficiencia e sem fazer força. Os japoneses e os orientais em geral descreviam a força de uma pessoa em temos de "KI", (espírito., percepção, energia vital) .

Assim a energia vem do espírito, e o movimento do corpo é afetado pela vontade. Issai-Chozan, um antigo "espadachim dizia : O espírito carrega a mente, e controla o corpo". Através de nosso "ki", (percepção) poderemos detetar o movimento de alguem que nos ataca, e no momento correto, unimos a ele aplicando nosso proprio movimento ao do adversario, conduzindo-o em um movimento circular que sai de nosso próprio hara(centro de gravidade no abdomem). Uma experiência muito fácil para se entender a verdade deste princípio, é quando tentamos pegar um pernilongo, ou uma mosca .

Se esperamos ela sentar em alguma coisa, fica dificil, pois ao nos aproximarmos ela voa. Mas se tentarmos pegar o inseto em pleno voo, percebendo a trajetoria que ele vai percorrer e fazendo nossa mão percorrer este caminho, fica bem mais fácil. Assim conclue-se que o "know how" diferencial do Judo e do Aikido consiste basicamente em se conseguir se adaptar ao ritmo de nosso adversário, ou agressor. Infelizmente no proprio Judo moderno a preocupação com este aspecto superior da arte foi negligenciado em função da vitória nas competições que passaram a se dividir em categorias por pesos.

Os praticantes em geral, procuram desenvolver mais a força e o vigor fisico, e a velocidade , em busca das medalhas de ouro olimpicas, no lugar de praticar o desenvolvimento da percepção e do "timing", em que reside o verdadeiro espirito das artes "suaves". Se por um lado, em termos práticos esta ênfase na parte física realmente consegue vitórias que deixam os esportistas e patriotas orgulhos de seu pais felizes, sentindo-se "vencedores", em termos de formação de um ser humano mais sociável e mais adpatável as situações do cotidiano, deixa a desejar. Felizes são os alunos de Judo, que tem um professor que valoriza as tradições ensinadas por Jigoro Kano, baseadas no "WA"( AIKI) .

O Aikido não introduziu competições em sua prática, e assim é ainda uma arte ideal, para que este importante aspecto da cultura japonesa, possa ainda ser praticado. Acredito que praticantes de Judo, podem se beneficiar bastante tecnicamente praticando Aikido que manteve-se fiel ao "WA",(AIKI) , que é muito dificil de ser dominado, mas uma vez com ele, pode-se praticar a arte com eficiência até o fim da vida.

Muitos principiantes de Aikido querem vencer pessoas mais fortes, com alguns meses de treino. Isto é impossível, dominar o principio do "AIKI" , leva muito tempo e sem duvida a presença de um bom professor que conheça esta essência. Há muitos bons professores de Judo no país tambem que sabem este segredo, o iniciante interessado, deve ter paciência, e procurar realmente o dojo adequado. Nem sempre, aquele que se diz professor de Judo, conhece realmente a arte.

Possuir uma faixa preta, no Brasil, não significa garantia de competência, é necessário observar o professor, verificar o desempenho de seus alunos, saber quem foi o mestre do professor. Nem sempre um ganhador de competições, é um bom professor. Muitas vezes, pessoas dotadas pela natureza com força, elasticidade e velocidade, vencem outros com técnica apurada. Afinal....uma tartaruga, jamais correrá tão rápido como um tigre não importa quanto ela pratique exercicios de velocidade. É claro que ela pode subir em uma moto e vencer. Mas tudo na vida tem limites, e o principal,é o conhecimento de que a vitória é sempre relativa.

A capacidade de um homem não pode ser medida em uma simples competição . O vencedor de hoje será o derrotado de amanhã.

Fonte: www.aikikai.org.br